Esta série demonstra todo o processo (e os seus bastidores políticos), que levaram à barbara execução dos Távoras, numa viagem ao século XVIII. Em ambiente de crise política e económica, D. José, rei de Portugal é vítima de um atentado, numa noite de Setembro, quando regressava ao Campo Real depois de um encontro com a sua amante - a marquesa de Távora nova, D. Teresa de Távora. Após um primeiro momento, o rei hesita e encarrega o seu ministro Sebastião José de Carvalho e Melo de constituir um tribunal que descubra, prenda e julgue os responsáveis pela tentativa de regicídio. É o pretexto que este procurava, para acabar de vez com a velha nobreza que resistia à euforia iluminista que entretanto se preparava para modificar definitivamente a forma de fazer política na Europa, assim como com a Companhia de Jesus. Assim, as famílias do duque de Aveiro e do marquês de Távora são acusadas, e vêem-se num processo espúrio, construído sobre provas cuja intencionalidade política era evidente, e sem possibilidade de defesa efectiva. O destino para os que se considerou implicados directamente foi a morte, na maior execução coletiva a que Portugal alguma vez assistiu. No entanto, a dúvida permaneceu sempre. Se politicamente eram responsáveis pela oposição ao espírito de reforma, judicialmente eram inocentes e o seu horror e humilhação públicos marcou para sempre a história.
Francisco Moita Flores
Marquês de Távora
Marquesa de Távora
Sebastião José de Carvalho
Mariana
Duque de Aveiro
Leonor
Teresa de Távora
Padre Malagrida
Cordeiro Pereira
José Maria
Marquesa de Alorna
Anastácio